quinta-feira, 27 de outubro de 2011

As coisas que não podemos evitar... (ou uma homenagem a uma Super Madrinha)

Uma das lições mais difíceis que as mães têm que aprender é que há coisas que não podemos evitar. É claro que ninguém quer que o filho sofra, mas nem sempre poderemos impedir. E as quedas também fazem parte do aprendizado, de uma vida saudável e equilibrada, não é?

Na terça-feira tocou meu telefone. Era da escola. Do outro lado uma voz doce disse que Arthur havia caído e batido a cabeça. Chegou a abrir e ele estava sendo levado para o hospital.

Eu já recebi alguns telefonemas da escola. E em absolutamente todas as vezes temi que ele tivesse se machucado e precisasse levar pontos, por isso sempre que falavam que era do Mopi eu já começava a torcer: é febre, é febre, é febre. Dessa vez não foi diferente. Durante todo o tempo em que ela se apresentava, falava que era da escola, eu só torcia, "é febre, é febre, é febre". Eu sei que parece estranho, afinal, quanto tempo pode demorar para dizer "Oi Rachel, aqui é a Adriana do Mopi" antes de chegar na parte do "é que o Arthur estava brincando e caiu"??? Uns três segundos? Mas, para as mães aflitas, parece uma eternidade.

E então ela disse: "É que o Arthur estava brincando e tropeçou, bateu com a cabeça na pia. Chegou a abrir e nós vamos levá-lo para o hospital."

E lá estava ela, na minha cara, a notícia que eu sempre temi ouvir.
Acho que é bom esclarecer algumas coisas neste ponto: eu nunca me cortei e precisei levar pontos, portanto não é nenhum tipo de trauma. Meu filho não é nenhum santinho, daqueles que ficam imóveis o tempo todo, mas também não é nenhuma peste que fica subindo e se jogando das coisas. Na verdade ele é um garoto bem tranquilão. E eu simplesmente não sei de onde vinha esse meu medo dos pontos.

Quando a temida notícia chegou, eu não tive condições de pensar em absolutamente nada. Simplesmente me levantei, peguei a bolsa e disse à minha chefe que estava indo pro hospital porque o Arthur tinha aberto a cabeça. Foi tudo muito rápido. Nessas horas acho que eu ajo primeiro e penso depois. Saí que nem uma flecha. Depois de um tempo (devem ter sido uns 30 segundos - daí vocês podem ver que, na hora do susto, essa coisa do tempo fica ultra-relativa), consegui pensar na coisa mais sensata a fazer: "minha prima é madrinha do Arthur, é pediatra, mora a uma quadra da escola e do Samci. E está de férias. Tenho que ligar pra ela."

É claro que uma mãe aflita jamais pensaria que a prima vai casar na sexta-feira e está cheia de coisas para resolver, não é??? O mais engraçado é que nem a prima/madrinha/pediatra (ou seria pediatra/madrinha/prima, ou, melhor, madrinha/prima/pediatra?) pensou nisso. Ela estava entrando no metrô para ir ao Centro da cidade e disse apenas: "Estou indo pra lá agora!"

Só depois de falar com ela pensei em avisar ao pai. Juro que não foi por falta de consideração. Eu só pensei primeiro na coisa mais prática. Quem está perto e pode nos ajudar? Depois aviso ao meu marido, que trabalha ali perto, mas naquele dia estava no Fundão.

Tudo estava encaminhado. Fui para o hospital, mas demorei um pouco a chegar (de Botafogo para a Tijuca tem trânsito em qualquer hora do dia!). Embora eu não estivesse desesperada, Tranquilidade mesmo só senti quando a Fernanda me ligou, dizendo que já estava com o Arthur, que ele estava calmo e que era um corte pequeno, só levaria dois pontos.

Quando eu cheguei lá, mal pude acreditar na cena: Arthur já estava suturado, quieto, tranquilo, no colo da dinda. Sem cara de choro. Sem manha. Nem se jogou para cima de mim quando me viu. Apenas me deu um beijo e ficou no colo dela. Ele estava se sentindo seguro!!!

A partir daquele momento todo o meu sentimento mudou. A aflição foi embora. Fui tomada por dois outros sentimentos.

O primeiro foi orgulho! Afinal, meu rapazinho se comportou muito bem. Só chorou na hora do acidente, mas logo parou. Foi para o hospital com a coordenadora e a psicóloga numa boa. Ficou com a dinda na maior tranquilidade. E tomou os pontos sem chorar. Só reclamou um pouco que estava doendo, mas não chorou, não mexeu a cabeça, não tentou parar a médica.

O outro sentimento foi gratidão! Aos profissionais do Mopi, tão atenciosos e dedicados. Tão gentis! E, acima de tudo, à minha prima. Eu sei que ela vai dizer que não há nada para agradecer, que era o Arthur precisando dela e que ela faria isso mesmo no dia do casamento. Prima, eu sei. Mas você terá seus filhos e vai entender. De todas as coisas que ela poderia fazer por mim, de todos os presentes que poderia me dar, aquele sem dúvida foi o maior. Estar tão disponível para ele. Segurar a mão dele na hora dos pontos. Ampará-lo quando estava com dor. E, o melhor de tudo, fazer com que ele se sentisse seguro, tranquilo. Ver a confiança que ele depositou nela encheu meu coração de uma ternura que nunca serei capaz de pôr em palavras. É claro que ele sempre gostou dela!!! (Aliás, esta é uma coisa que meu filho tem muito bem estabelecida: uma ótima relação e muita confiança nas pessoas mais importantes - vovôs, vovós, Di Renata, Di Fernanda...) Mas todos sabemos que crianças, quando se machucam, só querem a mãe. E lá estavam eles, afilhado e madrinha, numa sintonia perfeita.

Sabe o que é mais curioso? Na semana passada ela estava preocupada, dizendo que ele ia ficar triste com ela, que ia achá-la uma péssima madrinha, porque ela estava tão enrolada com as coisas do casamento que não tinha comprado o presente de dia das crianças dele...

Alguém aí acredita mesmo que ele vá pensar uma coisa dessas???


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Diário da dieta - A reta final

Deixei tudo se atrasar e acumular nesse relato...

Antes de eu começar a contar o que aconteceu no fim da minha dieta, gostaria de dizer MUITO, MUITO OBRIGADA a todas as moças lindas, amadas e amigas que estiveram comigo. Sem o apoio de vocês eu certamente teria desistido na primeira pizza que o Bernardo pediu. Eu teria comido antes da hora os bombons que ganhei (sim, eu cumpri minha promessa e só comi um! Dei os outros pro Bernardo e pro Arthur!). Não vou citar vocês pelos nomes, porque a gente sempre esquece alguém na hora de fazer essas listas e seria muito injusto! O que importa é que eu não vou me esquecer de cada recadinho que vocês me deixara, viu??? Com vocês foi muito mais fácil!

Os dias 14, 15, 16 e 17 passaram tão depressa!!!

Hoje, que já é o primeiro dia do segundo ciclo, a reta final do ciclo anterior está mais parecendo um grande borrão. Bem, as coisas que fiz certo parecem um borrão, porque, as que fiz errado, essas estão bem claras na minha mente.

Começou na sexta, o 16º dia. Era aniversário da minha prima. Fui na casa dela dar um beijinho, levar Arthur para ver a dinda, essas coisas... E aí que tinha pizza!!! (Vocês perceberam que a pizza me persegue, né???) E aí que eu NÃO COMI!!!!

Já estava feliz da vida, toda orgulhosa de mim, quando... chegou a hora do parabéns e minha prima saca da cozinha uma deliciosa torta de chocolate.

CONFESSO: FOI DEMAIS PARA MIM!!!!

Eu que estava havia 15 dias completamente limpa de doces, massas, etc., sucumbi. Porém, sucumbi com classe... Comi um pedaço bem pequeno. E sem direito a repeteco. Aquele tradicional pensamento: o segundo pedaço tem exatamente o mesmo gosto do primeiro! Difícil, porém não impossível.

No sábado foi o dia da preguiça. Dormimos, dormimos, dormimos...
Almocei meu estrogonofe light de atum e, no fim do dia, partimos para a festa de uma coleguinha do Arthur.
A noite de sábado em uma palavra: PERDIÇÃO!
Claro que não basta apenas ser uma festa infantil, né? Tem que ser uma festa infantil na casa com o melhor buffet que já provei... ai, ai...

Domingo foi meu dia de folga. Dia de comer todas as coisas deliciosas de que me privei o resto do tempo. Mas com moderação. Hahahah.
Ok. É um paradoxo, né? Por "moderação" eu quero dizer que nada de ficar comendo o dia inteiro. Comi o que mais gostava na hora das refeições e só. Sem exageros. Ou sem grandes exageros...

De qualquer forma, todo "dia livre" de dieta tem suas consequências, né? E a minha foi que hoje, no primeiro dia do segundo ciclo, a balança já deu sinalzinho de vida e subiu um pouquinho...

Não importa. Ainda estou contabilizando assim:
Dieta dos 17 dias, primeiro ciclo: menos 4kg.

Tem uma coisa que eu fiz errada no primeiro ciclo e preciso corrigir nos próximos: exercício físico.
Não tem como. Esses 4kg poderiam ter sido 5 ou quase 6 se eu tivesse me exercitado apropriadamente.

Mas nunca é tarde para começar.
Hoje depois do trabalho vou acertar as minhas contas com a academia. Preciso voltar.

É isso... a dieta funciona. É difícil, mas a gente se acostuma. E aqui vou eu, começar tudo outra vez.

De hoje até o dia 9/11. (Com um intervalo no dia 28/10, claro, para o casório da minha prima!)
Vamos comigo?


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Diário da dieta - Dia 13

Terça-feira, décimo terceiro dia de dieta.

O dia que me permiti mais pecados...
:-(

Na hora do almoço, já de saco cheio de saladinha, eu me permiti saladinha com quiche. Mas eu JURO que só comi o recheio. E, como não almocei sozinha, tenho testemunhas que podem depôr a meu favor.

Acontece que, antes de sair para o almoço, o dono da empresa encontrou a gente no corredor e, papo vai, papo vem, começamos a falar da dieta.

Veja bem, isso é perfeitamente natural no meu trabalho... porque: 1- O livro A dieta dos 17 dias foi lançado pela nossa editora; 2- Estávamos conversando ele, minha chefe, eu e mais duas colegas que também estão fazendo a dieta... Ou seja...

Bem, no meio do papo ele diz "espera, espera", corre na sala e traz um MONTE de barrinhas de gergelim. E faz a maior propaganda das barrinhas. Distribuiu pra gente. Guardei minhas barrinhas na bolsa.

Aí que mora o perigo.
Ontem saí tarde do trabalho. Com fome. Chovendo. Fiquei no trânsito. Aí saquei uma barrinha e comi. (Em Botafogo.) Quando estava chegando em casa, outro engarrafamento. Muito maior. Por causa do Guanabara. (Pergunta sem solução do universo: Por que no dia anterior e no dia posterior aos únicos feriados em que os mercados fecham todas as pessoas parecem desesperadas para fazer compras???) Aí eu não me aguentei e comi a outra barrinha.

O único problema é que, embora elas tivessem apenas 45kcal cada, tinham 4,5g de carboidratos. E era de noite. Hora do carboidrato proibido. Bem... para esse tipo de carboidrato, qualquer hora é proibida... Eu pequei! Mas, em compensação, não comi mais nada. E tomei meu chá verde noturno, para ver se aliviava a culpa.

Vocês me perdoam?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Diário da dieta - dia 12

Vou começar o relato do dia de ontem contando uma coisa que aconteceu HOJE DE MANHÃ: a balança despencou!

Pois é... ontem cá estava eu, toda desanimada, pedindo apoio e carinho, porque a balança tinha dado uma emperrada. E eis que, com muito amor das amigas, Deus ouviu as preces que todas vocês fizeram por mim e hoje mandou um sinal. O número da balança despencou. Veja bem, eu não disse "caiu". Despencou 1,2kg. E agora estou com 3,7kg a menos. É ou não é maravilhoso???

Bem...
Ontem eu estava desanimada. Quase desistindo. Aí fui chamada para um evento no Hotel Pestana. Na verdade é uma promoção. Eles iam dar uma palestra sobre o plano de viagem deles, depois teria um jantar no restaurante do hotel e, por fim, ganharíamos alguns dias de hospedagem de cortesia. Fiquei na maior dúvida sobre ir ou não... Seria um jantar com o maridão, né? E um fim de semana de hotel...

Mas aí comecei a ouvir depoimentos de que é roubada, falei isso pro Bernardo e pronto. Ele não quis mais nem ouvir falar no assunto... Não fomos. O que salvou minha dieta. Porque, se eu tivesse ido, não teria resistido às tentações do jantar com sobremesa incluída, né?

Lição do dia: vale a pena esperar e perseverar.
(vamos ver até quando... heheheh)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Diário da dieta - dias 9, 10 e 11

Fazer dieta não é moleza, não! Somos o tempo todo bombardeado de tentações e, quando a balança começa a emperrar, fica muito difícil de resistir.

Pois bem... começo esse relato dizendo isto: a balança emperrou!

Estou experimentando uma frustração muito grande. Mas, ok... acho que preciso aprender a lidar com ela também.

O que não diminui em nada o fato de eu começar a duvidar da justiça divina. E vocês vão entender por quê...

Sexta-feira, nono dia de dieta.
Tudo muito bem ao longo do dia. Mas, ao chegar em casa preparada para "me alimentar" (porque quem está de dieta não come, né? se alimenta) com uma sopinha, meu marido (lindo, fofo, te amo, muack!) declara: "Vou pedir uma pizza!"

Ele. Pediu. Uma. Pizza. Da. Domino's. Com. Coca-cola.

Fiquei furiosa. Fiquei magoada. Chorei escondido. E não estou exagerando. Gente, é sério!!! Acho a maior sacanagem meu marido abrir a porta de casa para o inimigo...
Mas ok. Eu fui forte. Depois que ele acabou a pizza e liberou a cozinha, fui lá e tomei a minha sopinha, me sentindo a mais light das criaturas.
Vocês acham que Deus viu???

Sábado, décimo dia.
Fomos a um barzinho. Me preparei toda para encarar a social. Jantei light em casa para ficar no mate ou ice tea light.
No bar, pedimos batata frita pro Arthur. Bernardo pediu um petisco de frango (grelhado) com molho madeira, mussarela e batata chips. Fiz pouco da batata e da mussarela e fiquei só no franguinho. E, mesmo assim, bem pouco, porque já tinha jantado antes.
Vocês acham que Deus viu???

Domingo, décimo primeiro dia.
Almoço com minha amiga. Escolhi o restaurante: Siri. Ah, gente, frutos do mar para poupar calorias.
Pedimos peixe ao molho de camarão. Com batata frita e arroz de brócolis para Bernardo, Lili e Arthur. Com brócolis cozidos e salada para mim.
Vocês acham que Deus viu???

Além disso, estou desde sexta-feira me matando de dançar no wii. Exercício, exercício, exercício... para o caso de ser isso que estava faltando.
E, gente... nada. A balança está lá... emperradinha.

Mas preciso confessar que ontem, depois de tanto sacrifício, me rendi a uma pequena tentação. Comi três biscoitos passatempo - não, não era recheado; era do simples mesmo.

Depois senti culpa. E fui me matar de dançar no wii...

Ai, gente... está difícil. Mas até sábado eu sigo nessa. Depois vou me dar o domingo de folga e, na segunda, mergulho de cabeça no segundo ciclo!
Torçam por mim e me mandem um pouco de amor. hahahahaha


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Diário da dieta - dias 6, 7 e 8

Atrasada com meu relato, mas aqui estou.

A dieta segue firme e forte e a balança continua descendo. :-)

Terça-feira, 11. Sexto dia.
Acho que foi um dos mais difíceis até aqui. Pela primeira vez eu passei a tarde inteira - eu disse A TARDE INTEIRA - pensando em chocolate, morango com fondue e muitas outras gulodices. Minha amiga do trabalho até me ofereceu um bombom.
Sabem o que eu fiz???
Agradeci a gentileza e recusei. Disse a ela que preferia me manter na linha e respeitar a dieta.
Sou linda ou não sou???

Meu sétimo dia de dieta foi quarta-feira, dia 12. Feriado. E não um feriado qualquer. Também era dia das crianças. Com direito a almoço na casa da mamãe.
Vocês têm ideia de como pode ser difícil se manter fiel à dieta nessas condições?
Mas eu fui forte mais uma vez!!!
Almocei só os legumes do cozido que minha mãe fez (os legumes permitidos! Nada de batata, abóbora, batata-doce, etc.) com um franguinho delicioso que ela preparou especialmente para mim! :-)
Depois do almoço, sobremesa! Sorvete de chocolate para todos. Quase todos. Para mim, só água.
De tarde, minha irmã sacou uma caixa de bombom do armário. E eu lá, impassível. Fui investigar a geladeira e encontrei uma garrafinha de corpus light de morango!!!
E eu sobrevivi ao dia das crianças todinho!

Ontem, quinta, meu oitavo dia.
Dia de ir ao cinema com o maridão.
Ele chegou ao shopping antes de mim e nos encontramos na... PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO!!!
Aí, claro, ele me perguntou se eu ia comer. E eu: "Sim. Frango com salada!" Ele decidiu lanchar no Subway e seguimos cada um para um lado. Ele comeu aquele sanduíche enorme na minha frente e eu lá, na saladinha...

Bem, depois de três dias de provação, agora acho que estou pronta pra enfrentar qualquer coisa!
Continuo firme e forte, rumo aos 17 dias.
:-)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Diário da dieta - dia 5

Segunda-feira. Dia oficial de começar a dieta, certo?

Não para mim. A segundona já foi o meu quinto dia. E a notícia maravilhosa é que, até ontem de manhã, eu já havia eliminado 2,6kg!

A dieta é mesmo bárbara. Para quem está interessado e me perguntando, está tudo aqui, oh, neste livro: A dieta dos 17 dias.

Acho que ontem foi o dia menos difícil, talvez por ser segunda.

Hoje é que o bicho está pegando. Muito trabalho, muito estresse, e minha cabeça está implorando por um chocolate... ai, ai... ok. Eu vou resistir!



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Diário da dieta - dia 4

O meu quarto dia de dieta foi um domingão.
E, gente... domingo é praticamente dia de comer, né???

Mas isso agora é coisa do passado.

Eu estou com um freela na reta final, mas não resisti e fui na piscina com Arthur e Bernardo. Tive que escolher o que fazer com meus 30 minutos: 10 páginas de freela ou relaxar um pouco com os meninos. Venceram os meninos!

Isso foi muito bom. Porque, todo mundo sabe, que piscina, praia e afins abrem o apetite. Então, na hora do almoço, eu já estava com fominha mesmo e consegui encarar meu prato light sem sofrimento. Invenção do dia: frango grelhado com creme de couve-flor.

Bati a couve-flor no liquidificador com um pouco de creme de leite light, pus alho-poró, salsa, cebolinha, noz moscada, um pouquinho de queijo parmesão (pecado!!!), sal e champignon.

Confesso que não foi a maior maravilha do mundo. Mas estava bem gostosinho e deu pra comer numa boa. O que é um ótimo sinal, se levarmos em conta que eu não gosto de couve-flor.

No fim do dia foi o sopão de novo, incentivada pelo meu filho lindo, que poderia ter escolhido comer pizza com o papai, mas preferiu a sopa da mamãe.

Com um príncipe desses em casa, fazer a dieta vai ser mais fácil.

Resultado de hoje (dia 5) de manhã: -2,6kg!
:-D

sábado, 8 de outubro de 2011

Diário da dieta - dias 2 e 3

Hoje é meu quarto dia de dieta. E é claro que esse post é sobre os dois dias anteriores, 2 e 3, mas TENHO que começar com a notícia mais maravilhosa. Ela é de hoje, do quarto dia, só que é tão, tão boa que preciso antecipar.

Já perdi 1,9kg!!! Em TRÊS dias!!!! Uhuuuuuuuuuuuu!

Agora vamos ao post como deve ser. Sexta-feira foi meu segundo dia de dieta. (A contagem regressiva continua no Twitter e no Facebook.) Eu não sei se é a limpeza que a dieta promove no organismo, mas tive alguns probleminhas na sexta... hehehe Foi relativamente fácil segurar a ansiedade e a vontade durante o dia. Quando chegou as cinco da tarde, aí o bicho começou a pegar. O fim de semana batendo à porta, marido e filho me esperando em casa. E, em geral, meu marido me espera com um lanchinho bem gostoso. Algo como pizza, couvert do La Mole, China in Box, etc.

E aí que, às 17h, estava eu no trabalho, tomando um iogurte light de morango e pensando na pizza meia La bianca meia Pepperoni da Domino's... Mas eu fui forte, viu? Cheguei em casa, esquentei meu sopão e jantei acompanhada do meu pequeno príncipe, há três anos o maior fã da minha sopa. Tive até direito a cantoria: "que que tem na sopa do neném? será que tem formiga?" heheheh

Vencida a sexta-feira, começou a provação de verdade.
Meu terceiro dia foi um sábado. O que foi ótimo, visto que a indisposição continuava... Só que sábado é o dia que a gente dorme até mais tarde, então todas as regras vão para as cucuias. Comigo não é diferente. tomei o café direitinho, mas pulei a fruta do lanche da manhã. Na hora do almoço do Bernardo e do Arthur, eu estava completamente sem apetite. Esperei um pouquinho. Quando meu estômago começou a dar um sinal de fominha, fui lá e fiz meu prato. Aí tive outro problema... comecei a rejeitar a pobre da salada. Sabe quando você mastiga, mastiga, mastiga e a comida simplesmente não desce??? Foi assim. Comi o máximo que pude, o que foi muito pouco, e dei o assunto por encerrado. Às 17h tomei meu iogurte light e aí tive que encarar o shopping em busca de sapatos para o casamento da prima e presente de dia das crianças do meu pequeno...

Muito bem. Alguém aí já tentou ir ao shopping de dieta? Sério. É uma provação terrível. Se você tiver um filho pequeno que quer colecionar os personagens do Chaves (brinquedo do McLanche Feliz), então...

E temos que reconhecer que eu não tinha comido nada direito, então meu estômago já estava implorando por comida. Pedi ao Bernardo: compra a maior porção de nuggets que tiver. E só. Ele voltou com uma caixinha de 10 nuggets, um molhinho barbecue e isso fez a minha alegria (e matou quem me matava). Eu nem belisquei a batatinha deles. Eu nem tomei refrigerante.

VOCÊS SABEM COMO EU SOU VICIADA EM REFRIGERANTE?????

Me senti uma heroína ontem. É claro que os nuggets tinham aquele empanado que, obviamente, não podia, né? Mas, gente... sério. Essa dieta é muito difícil pra mim. Estou quase oferecendo meu mundo por um carboidrato e um bombom. hehehe. Mas o importante é o que está dizendo a balança, certo???

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Diário da dieta - dia 1

A maioria das mulheres que conheço - mãe, irmã, amigas, colegas de trabalho - está insatisfeita com seu corpo. E eu não sou diferente.

(Neste momento, se você não tiver esse problema, por favor, mantenha a boca fechada. As mãos também, para não digitar nada que possa causar uma tsunami de ódio mais que justificado na sua direção.)

Pois bem, estou insatisfeita com meu corpo. Quando me casei já não achava que estava legal. Queria perder uns quilinhos. Hoje, 7 anos e meio e um filho depois, esses quilinhos viraram quilões (não perguntem... não revelo nem pra minha terapeuta, tá???) e o desespero toma conta de mim.

Então a Sextante lançou a dieta dos 17 dias, uma colega do trabalho fez e perdeu 5,5kg. EM 17 DIAS!!!

Alguns esclarecimentos aqui:

- O livro promete uma perda de peso rápida, sim. Mas não são 17 dias, beijo abraço e vá ser feliz. Nada disso. São ciclos de 17 dias. O primeiro, caro, como todo início de dieta, é o mais difícil. Os ciclos são: Acelerar, Ativar, Conquistar e Manter. MANTER, entenderam? Depois dos 4 ciclos você precisa MANTER uma dieta saudável pro resto da vida.

- Aliados à dieta intensa, estou fazendo um tratamento estético na Oligoflora e atividades físicas. (Não com a regularidade que eu quero, mas um dia chego lá.)

- Nenhum remédio emagrecedor está sendo ingerido.

Dito isto, ontem foi o primeiro dia. Eu sobrevivi. Como disse a Marcele (a heroína dos 5,5kg): "A gente não passa fome. Passa vontade."

Acho que os primeiros dias são sempre os mais difíceis... Mas vamos lá. Seguirei firme e forte. (Porque eu to precisando, né, gente?)

Pretendo escrever todo dia um pouquinho sobre essa minha relação com a dieta. Dane-se se ninguém vai ler o blog. Mas, se alguém ler e quiser me mandar palavras de incentivo, serão muito bem-vindas. hehehehe


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um pouco sobre o título desse blog

Ao criar esse blog, esse pequeno espaço virtual, eu queria ter um cantinho para desabafar, como o bom e velhoQuerido Diário”. Mas precisei pensar num título.

Quando pensei emMãe e um pouco mais” achei que me definia perfeitamente.

Hoje vim pensando sobre isso, sobre o que é esseum pouco mais”. Afinal, que eu sou mãe do Arthur todo mundo sabe (e isso me toma um tempo enorme). Mas e as outras coisas que eu sou um pouco?

- Eu sou esposa. (E acho digno dizer que esse é meu segundo papel mais importante. Amores da minha vida acima de tudo, né?)

- Sou uma mulher que trabalha fora e luta para construir uma carreira bacana.

- Sou revisora e tradutora freelancer. Porque é preciso engordar o orçamento (não para pagar as contas, mas para viabilizar os sonhos) e também porque tenho sede de desafiar minha capacidade e inovar. De me reinventar.

- Sou uma mestre-cuca potencial. Gosto de fazer comidinhas especiais e agora estou meio apaixonada por fazer bolos decorados. Sempre tentando aprender alguma coisa. (Mas isso é pra presentear as pessoas que amo!)

- Sou assessora de casamentos. (Exclusivamente para noivas muito especiais, não insistam! hahaha)

- Sou madrinha de casamento e, claro, tenho que correr atrás do vestido perfeito. (Quem é mulher entende.)

- Sou uma decoradora enrustida, louca para renovar a casa toda.

- Sou uma mulher que luta contra a balança. Até aqui ela estava me vencendo. Mas agora estou muito determinada a virar esse jogo!

Pode ser muita coisa, mas a verdade é que isso não é nem metade do que eu sou. Talvez seja o que sou neste momento...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

De filha a mãe... uma transformação e tanto!

Há cerca de quatro anos, as pessoas costumavam me perguntar: "Você não se anima a encomendar um bebê?" E eu sempre respondia: "Não. Eu não estou preparada para ser mãe. Eu ainda sou muito filha."

E era verdade.
Eu tinha 26 anos. Estava casada havia três, e a Petrobras tinha mandado o Bernardo para Santos. Fiquei sozinha em casa no Rio. Na minha casa, sim. Cuidando da minha cadelinha. Trabalhando. Mas praticamente sozinha. E, nessas condições, a gente não deixa de ser filha.

Acontece que pouco depois o destino me pregou uma peça e eu descobri que estava grávida. Foi a peça mais linda que o destino já me pregou!

Arthur acabou de completar 3 anos. E hoje as coisas são completamente diferentes.
Pra começar, eu não estou mais sozinha (a Petrobras, graças a Deus, devolveu meu marido pro Rio logo depois que descobrimos a gravidez). Continuo trabalhando. Ainda temos a Luna. Mas agora temos também o nosso filho.

É impressionante como isso transforma completamente a vida da gente. Às vezes eu me assusto com aquela resposta de antes: "Ainda sou filha..." É. Eu ainda sou filha. Mas sou uma filha muito diferente agora, porque também sou mãe.

Ao longo desses três anos, fui aprendendo - Arthur têm me ensinado - algumas coisas que preciso saber. Mas não posso negar que foi ela, a minha mãe, que plantou a semente e me ensinou a grande maioria das lições.

Hoje tantas coisas são diferentes. Hoje tantas coisas são exatamente como ela dizia, mas eu não concordava (porque eu não sabia). Eu não sabia que ceder não era tolice, e sim sabedoria. Eu não sabia que ser feliz era mais importante do que estar certa.

Acima de tudo, eu não sabia que essa música era uma declaração de amor... Quer dizer. Sabia. Mas não a via como a vejo hoje.
Hoje, se tivesse que dedicá-la a alguém, dedicaria à minha mãe, porque eu sei que o amor dela é o maior do mundo.

E espero, do fundo do meu coração, que um dia o Arthur sinta o mesmo que eu e pense o mesmo sobre o meu amor por ele. Que é o maior do mundo!


Porque você me amou
(Tradução livre - minha)

Por todas as vezes que você esteve ao meu lado,
Por toda a verdade que me fez enxergar,
Por toda a alegria que trouxe para a minha vida,
Por todos os erros que corrigiu,
Por todos os sonhos que tornou realidade,
Por todo o amor que encontrei em você
Serei eternamente grata.
Você é a única que me sustenta
Nunca me deixa cair
Você foi a única que me enxergou
Apesar de tudo

Você foi minha força quando estive fraca
Foi minha voz quando não pude falar
Foi meus olhos quando não pude ver
Você viu o melhor que havia em mim
Me levantou quando eu não conseguia alcançar
Você me deu esperança porque acreditou
Hoje sou tudo o que sou
Porque você me amou.

Você me deu asas e me fez voar,
Tocou minha mãe e eu toquei o céu
Perdi a esperança e você a devolveu para mim
Disse que nenhuma estrela estava fora do meu alcance
Ficou ao meu lado e eu aguentei firme
Eu tive seu amor, eu tive tudo
Sou grata por cada dia que me deu
Talvez eu não saiba de tudo,
Mas sei que isso é verdade
Eu fui abençoada porque você me amou.

Você sempre esteve disponível para mim
A brisa leve que me impulsionava
Uma luz na escuridão fazendo seu amor brilhar na minha vida
Você tem sido minha inspiração
Em meio às mentiras, você é a verdade
Meu mundo é um lugar melhor por sua causa.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amostra dos trabalhinhos...

Hoje foi dia da amostra dos trabalhos do trimestre na escola do Arthur.
Sabe aqueles desenhos inexplicáveis mas que ai de quem ousar dizer que não é a coisa mais linda do mundo? Então, esses.

Nesse período eles estudaram os mistérios do dia e da noite, planeta Terra, meio ambiente e animais. (Arthur não pode ver uma imagem do mundo que manda: "O planeta Terra! Ele tá chorando. Tem que ajudar ele...")

Nesse tipo de evento sempre tem uma mãe tentando segurar o choro ao ver o vídeo das fotos deles durante as atividades. Adivinhem quem foi? (\o/) Mas, em minha defesa, preciso dizer que a tarefa fica MUUUUITO mais difícil se o pimpolho está no seu colo cantando todinha a letra da música de fundo, que fala sobre ecologia, salvar o planeta, a hora é agora!

E é claro que também acontecem coisas inusitadas das crianças. E o Arthur é um pequeno mestre nisso.

A primeira: as crianças tinham que responder à pergunta "Se você fosse um animal, que animal gostaria de ser?". Eles tinham estudado os animais selvagens. Havia um elefante, um leão e uma girafa de sucata. O campeão entre os meninos foi o leão, seguido do elefante. Resposta coerente do MEU filho: TUBARÃO!!!! (Haja personalidade!)

Eles foram para a cozinha espaço gastronônimo e fizeram gelatina com pedacinhos de maçã. Quando a professora começou a distribuir os potinhos, Arthur pegou um, começou a tentar arrancar a tampa desesperadamente e mandou pra dentro. Acabou depressa e disse: "Quero mais!"

Enquanto todas as crianças foram brincar no parquinho, Arthur estava lá nas gelatinas. Quando vi que ele pegou o terceiro potinho, cheguei perto pra dizer que já chegava. Então dou de cara com a cena: Arthur com a colher na cara de um coleguinha, gritando: "ABRE A BOCA!!!" (Uma delicadeza! kkkk)

Depois vi outro trabalhinho. Eles tinham que responder à pegunta "O que você gosta de fazer de noite e de dia" e desenhar a atividade. Respostas do Arthur: Noite - "Eu gosto de brincar!" (ok, filho, mas em tese isso fica melhor de dia, tá?) Dia: "Eu gosto de comer pão de queijo" (!!!!!)

Alguém ainda tem dúvida de por que ele quer ser um Tutubarão?




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma confusão e tanto...

Eu sou uma control freak.
Ponto. Parágrafo.
Eu sou workaholic.
Ponto. Parágrafo.
Eu sou procrastinadora.
Ponto. Parágrafo.
Deu pra sentir o drama?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Reconhecendo a espécie...

Uma das fofices mais recorrentes no Arthur é apertar as nossas bochechas e dizer: "Você é fofa/o!"

Então hoje, num dos muitos momentos de brincadeira com ele, fiz a mesma coisa. Apertei as bochechas deliciosas do meu filho e disparei:

- Você é fofo!

Então ele não hesitou e me corrigiu:

- Não sou fofo, não! Sou humano!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E quem um dia irá dizer...

Hoje de manhã a música tocou no rádio.

O fato é que já faz alguns dias que venho pensando nesse post assunto.

Existe toda uma cultura de "E viveram felizes para sempre" que nos é enfiada goela abaixo desde pequenininhas, muito antes de aprendermos a ler. Antes até de termos alguma ideia do que é felicidade. Então crescemos acreditando nisto, né? Não importa quanto a gente rale, quanto a gente se sinta feia, quanto a colega de turma arme contra... no fim, o príncipe encantado/garoto descolado/empresário bem-sucedido sempre vai aparecer, se apaixonar e então... "seremos felizes para sempre"!

Como diria Lulu Santos: "Fica muito bem em cinema, o romance do romance ideal. Só vamos então deixar combinado: aqui é a vida real!"

Pois é... quem não gostaria de viver uma comédia romântica? Só tem uma coisa de que nos esquecemos sempre: a comédia romântica acaba. O filme termina. O roteiro chega ao fim. E, depois que isso acontece, o jeito é improvisar.

Eu já tive a minha comédia romântica. E olha que foi um filme loooongo, se fosse para o cinema, teria umas três horas de duração. E houve de tudo: enamoramento, paixão, descoberta, briga, interferência... no fim, o tradicional reencontro, o casamento e o final feliz.

Acontece que esse final feliz foi em maio de 2004. Pronto. Fim. Subam os créditos. O roteiro acabou.

Mas, como diria Herbert Vianna, "a vida não é filme, você não entendeu!" E aí a vida não acabou junto com o roteiro. Na verdade, estava só começando...

Só que essa é a parte que ninguém nunca contou, porque perde um pouco a graça, sabe? Fica um tantinho mais difícil. E o tempo... ele não ajuda muito também. Ele inevitavelmente faz as pessoas se isolarem um pouquinho, mudarem de rumo, de jeito, de interesses. Às vezes a gente se vê nadando contra a corrente pra tentar chegar mais perto do outro. Às vezes a gente cansa de nadar. Aí a gente briga. Reclama. Acha que vai se afogar...

Só que, gente, não entramos nesse barco sozinhos, né? Então, nessa hora, o outro joga uma boia, mergulha junto pra ficar do lado, dá uma forcinha (se ele souber fazer respiração boca a boca, melhor ainda!). E aí parece que somos felizes para sempre de novo.

É mentira. Como diria Renato Russo, "o pra sempre sempre acaba". Somos felizes, ponto final. Somos felizes, sim. Muito. Por um dia, um fim de semana, um mês, um ano... até a próxima briga. Não pensem que ela nunca vai acontecer. É claro que vai! E então nos afogaremos... até o próximo salvamento...

E agora eu volto à música que tocou hoje de manhã.
Porque "os dois comemoraram juntos e também brigaram juntos muitas vezes depois. E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz."

E de repente tudo fez sentido.
E eu chorei de felicidade.

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?"

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ainda os presentes...

Ontem o Arthur ganhou três presentes de aniversário. Isso mesmo. Três presentes, 9 dias depois. E ainda tem tanta coisa que ele nem abriu! Mas aos poucos chegamos lá.

Os presentes de ontem foram um caminhão reboque, um livro Dr. Mickey, e o DVD Os incríveis.

Brincamos de caminhão, lemos o livro três vezes e, por fim, fomos para a cama assistir ao filme. Só que, claro, exausto, ele dormiu.

Hoje de manhã, depois de ser trocado para a escola ainda dormindo, ele senta na cama, olha para a TV e pergunta:

- Acabou os inquíveis?
- Sim, filho, acabou.
- Ah, eu nem vi...

sábado, 18 de junho de 2011

Quando você nasceu

Meu filho, quando você nasceu escrevi esse texto no meu perfil do Orkut. Hoje estou encerrando minha conta lá, mas não queria perder essas palavras.

O site perguntava assim: Quem é você?

Eu?
Eu não sou mais, porque agora sou para ele.
É dele cada minuto meu:
cada sorriso, cada lágrima, cada respiração.
É dele todo o meu mundo que ele tornou tão mais bonito e completo.
É dele cada segundo do meu dia, desde que acordo até quando não me deixa dormir.
É por ele que pulsa meu coração...
Agora, é por causa dele que sou feliz,
e serão por ele todos os dias da minha vida.
Porque nada nesse mundo supera esse amor,
tão intenso,
tão imenso,
tão sincero.
Nada na minha vida nunca foi feito com tanta entrega,
doação,
atenção.
Porque, até ele chegar,
eu não fazia idéia de quanto amor uma mãe era capaz de sentir.
Eu não conhecia o poder das palavras
MEU FILHO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Masculino e feminino

Esses dias cheguei tarde em casa, e Arthur já estava "recolhido" para dormir.
Quando me viu, ele fez uma festinha e disse:
- Mamãe, minha vida!
- Ah, que lindo, meu filho! E o papai é o quê?
- ...
- Papai, meu amigão? - sugeri.
- Não.
- Papai, meu herói?
- Não.
- Então é papai o quê?
- Papai, minha vidO!

:-)

Por que mais um blog?

Eu nunca dei muito certo com essa coisa de ser blogueira, sabe? Este é o quarto quinto blog que eu crio (sim, o QUARTO QUINTO) e todos eles acabaram meio que abandonados.

O primeiro deles foi o Poemeto.
A ideia do Poemeto era escrever textos, crônicas, poemas, pensamentos, cartas... enfim, tudo o que quisesse sair de dentro de mim. Mas houve um momento em que eu fui mal-interpretada (por alguém muito importante) e achei mais seguro acabar com aquilo.

Depois veio o TavaLendo.
Ele ainda existe, embora esteja meio largadinho desde janeiro. Que vergonha. Meio ano sem escrever nadinha nele. A ideia era comentar sobre os livros que eu lia, a lazer ou a trabalho (mais a trabalho que a lazer, é bem verdade!). Depois eu achei melhor que o blog fosse TavaLendo, ou TaValendo (por que, né? Pra que ter um nome de duplo sentido se não for pra usá-lo???), e então eu poderia escrever sobre os livros, os filmes, os passeios... qualquer coisa que eu fizesse e gostasse. Eu tentei... Mas está lá largado. Só que me recuso a desistir dele.

O terceiro blog foi o Salto e Sapatilha.
Conversando com minha amada amiga Amália, entramos numa de: "Oh, céus, por que não temos um blog, por quê???" (Entonação dramática, por favor!) Aí resolvemos criar um JUNTAS. Sabe o que acontece quando você cria um blog com uma amiga? Passam a existir DUAS pessoas pra deixar o blog pra lá! hahahah Mas ainda não desistimos desse. A gente ainda vai encontrar ritmo e tempo pra fazer o Salto ficar regular. Os assuntos lá são todos aqueles que você imagina encontrar num mundo mulherzinha. E um pouco mais. A gente tenta falar de compras, de dietas, de viagens...

Quase junto com o Salto nasceu outra parceria "virtual". O Tim-tim, Amor.
Eu e meu marido adoramos tomar uns "bons drink". E tentamos montar um projeto de preparar um diferente toda sexta, fotografar, comentar e postar.
Ai, gente. Deu supererrado, né? hahahahah

Mas aí outro dia bateu uma vontade de escrever sobre meu filho... só que uma coisa dessas não cabia em lugar nenhum. E eu pensei "ah, se ainda tivesse o Poemeto". Então vim ao blogger e registrei de novo o Poemeto. Mas, sabe quando você tem a sensação de que alguma coisa já ficou no passado e não deveria ser retomada? Foi isso. Hoje, cinco anos depois (e como o tempo voa), eu não sou mais a mesma garota que escrevia o Poemeto. Hoje eu sou mãe. E um pouco mais.

Então foi isso. Era esse espaço que eu queria ter. Um espaço onde eu possa dividir qualquer coisa. Desde a carta de amor ao meu príncipe até... sei lá, a compra de um batom novo (que provavelmente também vai ser compartilhada no Salto). Este novo blog nasce hoje, mas nasce sem uma "linha editorial" (ai, gente, eu adoro essa expressão e tem tudo a ver comigo, tá?) definida. Ele é só um espaço para eu ser eu mesma. Muito mãe. Muito profissional. Muito menina...