quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amostra dos trabalhinhos...

Hoje foi dia da amostra dos trabalhos do trimestre na escola do Arthur.
Sabe aqueles desenhos inexplicáveis mas que ai de quem ousar dizer que não é a coisa mais linda do mundo? Então, esses.

Nesse período eles estudaram os mistérios do dia e da noite, planeta Terra, meio ambiente e animais. (Arthur não pode ver uma imagem do mundo que manda: "O planeta Terra! Ele tá chorando. Tem que ajudar ele...")

Nesse tipo de evento sempre tem uma mãe tentando segurar o choro ao ver o vídeo das fotos deles durante as atividades. Adivinhem quem foi? (\o/) Mas, em minha defesa, preciso dizer que a tarefa fica MUUUUITO mais difícil se o pimpolho está no seu colo cantando todinha a letra da música de fundo, que fala sobre ecologia, salvar o planeta, a hora é agora!

E é claro que também acontecem coisas inusitadas das crianças. E o Arthur é um pequeno mestre nisso.

A primeira: as crianças tinham que responder à pergunta "Se você fosse um animal, que animal gostaria de ser?". Eles tinham estudado os animais selvagens. Havia um elefante, um leão e uma girafa de sucata. O campeão entre os meninos foi o leão, seguido do elefante. Resposta coerente do MEU filho: TUBARÃO!!!! (Haja personalidade!)

Eles foram para a cozinha espaço gastronônimo e fizeram gelatina com pedacinhos de maçã. Quando a professora começou a distribuir os potinhos, Arthur pegou um, começou a tentar arrancar a tampa desesperadamente e mandou pra dentro. Acabou depressa e disse: "Quero mais!"

Enquanto todas as crianças foram brincar no parquinho, Arthur estava lá nas gelatinas. Quando vi que ele pegou o terceiro potinho, cheguei perto pra dizer que já chegava. Então dou de cara com a cena: Arthur com a colher na cara de um coleguinha, gritando: "ABRE A BOCA!!!" (Uma delicadeza! kkkk)

Depois vi outro trabalhinho. Eles tinham que responder à pegunta "O que você gosta de fazer de noite e de dia" e desenhar a atividade. Respostas do Arthur: Noite - "Eu gosto de brincar!" (ok, filho, mas em tese isso fica melhor de dia, tá?) Dia: "Eu gosto de comer pão de queijo" (!!!!!)

Alguém ainda tem dúvida de por que ele quer ser um Tutubarão?




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma confusão e tanto...

Eu sou uma control freak.
Ponto. Parágrafo.
Eu sou workaholic.
Ponto. Parágrafo.
Eu sou procrastinadora.
Ponto. Parágrafo.
Deu pra sentir o drama?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Reconhecendo a espécie...

Uma das fofices mais recorrentes no Arthur é apertar as nossas bochechas e dizer: "Você é fofa/o!"

Então hoje, num dos muitos momentos de brincadeira com ele, fiz a mesma coisa. Apertei as bochechas deliciosas do meu filho e disparei:

- Você é fofo!

Então ele não hesitou e me corrigiu:

- Não sou fofo, não! Sou humano!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E quem um dia irá dizer...

Hoje de manhã a música tocou no rádio.

O fato é que já faz alguns dias que venho pensando nesse post assunto.

Existe toda uma cultura de "E viveram felizes para sempre" que nos é enfiada goela abaixo desde pequenininhas, muito antes de aprendermos a ler. Antes até de termos alguma ideia do que é felicidade. Então crescemos acreditando nisto, né? Não importa quanto a gente rale, quanto a gente se sinta feia, quanto a colega de turma arme contra... no fim, o príncipe encantado/garoto descolado/empresário bem-sucedido sempre vai aparecer, se apaixonar e então... "seremos felizes para sempre"!

Como diria Lulu Santos: "Fica muito bem em cinema, o romance do romance ideal. Só vamos então deixar combinado: aqui é a vida real!"

Pois é... quem não gostaria de viver uma comédia romântica? Só tem uma coisa de que nos esquecemos sempre: a comédia romântica acaba. O filme termina. O roteiro chega ao fim. E, depois que isso acontece, o jeito é improvisar.

Eu já tive a minha comédia romântica. E olha que foi um filme loooongo, se fosse para o cinema, teria umas três horas de duração. E houve de tudo: enamoramento, paixão, descoberta, briga, interferência... no fim, o tradicional reencontro, o casamento e o final feliz.

Acontece que esse final feliz foi em maio de 2004. Pronto. Fim. Subam os créditos. O roteiro acabou.

Mas, como diria Herbert Vianna, "a vida não é filme, você não entendeu!" E aí a vida não acabou junto com o roteiro. Na verdade, estava só começando...

Só que essa é a parte que ninguém nunca contou, porque perde um pouco a graça, sabe? Fica um tantinho mais difícil. E o tempo... ele não ajuda muito também. Ele inevitavelmente faz as pessoas se isolarem um pouquinho, mudarem de rumo, de jeito, de interesses. Às vezes a gente se vê nadando contra a corrente pra tentar chegar mais perto do outro. Às vezes a gente cansa de nadar. Aí a gente briga. Reclama. Acha que vai se afogar...

Só que, gente, não entramos nesse barco sozinhos, né? Então, nessa hora, o outro joga uma boia, mergulha junto pra ficar do lado, dá uma forcinha (se ele souber fazer respiração boca a boca, melhor ainda!). E aí parece que somos felizes para sempre de novo.

É mentira. Como diria Renato Russo, "o pra sempre sempre acaba". Somos felizes, ponto final. Somos felizes, sim. Muito. Por um dia, um fim de semana, um mês, um ano... até a próxima briga. Não pensem que ela nunca vai acontecer. É claro que vai! E então nos afogaremos... até o próximo salvamento...

E agora eu volto à música que tocou hoje de manhã.
Porque "os dois comemoraram juntos e também brigaram juntos muitas vezes depois. E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz."

E de repente tudo fez sentido.
E eu chorei de felicidade.

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?"

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ainda os presentes...

Ontem o Arthur ganhou três presentes de aniversário. Isso mesmo. Três presentes, 9 dias depois. E ainda tem tanta coisa que ele nem abriu! Mas aos poucos chegamos lá.

Os presentes de ontem foram um caminhão reboque, um livro Dr. Mickey, e o DVD Os incríveis.

Brincamos de caminhão, lemos o livro três vezes e, por fim, fomos para a cama assistir ao filme. Só que, claro, exausto, ele dormiu.

Hoje de manhã, depois de ser trocado para a escola ainda dormindo, ele senta na cama, olha para a TV e pergunta:

- Acabou os inquíveis?
- Sim, filho, acabou.
- Ah, eu nem vi...

sábado, 18 de junho de 2011

Quando você nasceu

Meu filho, quando você nasceu escrevi esse texto no meu perfil do Orkut. Hoje estou encerrando minha conta lá, mas não queria perder essas palavras.

O site perguntava assim: Quem é você?

Eu?
Eu não sou mais, porque agora sou para ele.
É dele cada minuto meu:
cada sorriso, cada lágrima, cada respiração.
É dele todo o meu mundo que ele tornou tão mais bonito e completo.
É dele cada segundo do meu dia, desde que acordo até quando não me deixa dormir.
É por ele que pulsa meu coração...
Agora, é por causa dele que sou feliz,
e serão por ele todos os dias da minha vida.
Porque nada nesse mundo supera esse amor,
tão intenso,
tão imenso,
tão sincero.
Nada na minha vida nunca foi feito com tanta entrega,
doação,
atenção.
Porque, até ele chegar,
eu não fazia idéia de quanto amor uma mãe era capaz de sentir.
Eu não conhecia o poder das palavras
MEU FILHO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Masculino e feminino

Esses dias cheguei tarde em casa, e Arthur já estava "recolhido" para dormir.
Quando me viu, ele fez uma festinha e disse:
- Mamãe, minha vida!
- Ah, que lindo, meu filho! E o papai é o quê?
- ...
- Papai, meu amigão? - sugeri.
- Não.
- Papai, meu herói?
- Não.
- Então é papai o quê?
- Papai, minha vidO!

:-)

Por que mais um blog?

Eu nunca dei muito certo com essa coisa de ser blogueira, sabe? Este é o quarto quinto blog que eu crio (sim, o QUARTO QUINTO) e todos eles acabaram meio que abandonados.

O primeiro deles foi o Poemeto.
A ideia do Poemeto era escrever textos, crônicas, poemas, pensamentos, cartas... enfim, tudo o que quisesse sair de dentro de mim. Mas houve um momento em que eu fui mal-interpretada (por alguém muito importante) e achei mais seguro acabar com aquilo.

Depois veio o TavaLendo.
Ele ainda existe, embora esteja meio largadinho desde janeiro. Que vergonha. Meio ano sem escrever nadinha nele. A ideia era comentar sobre os livros que eu lia, a lazer ou a trabalho (mais a trabalho que a lazer, é bem verdade!). Depois eu achei melhor que o blog fosse TavaLendo, ou TaValendo (por que, né? Pra que ter um nome de duplo sentido se não for pra usá-lo???), e então eu poderia escrever sobre os livros, os filmes, os passeios... qualquer coisa que eu fizesse e gostasse. Eu tentei... Mas está lá largado. Só que me recuso a desistir dele.

O terceiro blog foi o Salto e Sapatilha.
Conversando com minha amada amiga Amália, entramos numa de: "Oh, céus, por que não temos um blog, por quê???" (Entonação dramática, por favor!) Aí resolvemos criar um JUNTAS. Sabe o que acontece quando você cria um blog com uma amiga? Passam a existir DUAS pessoas pra deixar o blog pra lá! hahahah Mas ainda não desistimos desse. A gente ainda vai encontrar ritmo e tempo pra fazer o Salto ficar regular. Os assuntos lá são todos aqueles que você imagina encontrar num mundo mulherzinha. E um pouco mais. A gente tenta falar de compras, de dietas, de viagens...

Quase junto com o Salto nasceu outra parceria "virtual". O Tim-tim, Amor.
Eu e meu marido adoramos tomar uns "bons drink". E tentamos montar um projeto de preparar um diferente toda sexta, fotografar, comentar e postar.
Ai, gente. Deu supererrado, né? hahahahah

Mas aí outro dia bateu uma vontade de escrever sobre meu filho... só que uma coisa dessas não cabia em lugar nenhum. E eu pensei "ah, se ainda tivesse o Poemeto". Então vim ao blogger e registrei de novo o Poemeto. Mas, sabe quando você tem a sensação de que alguma coisa já ficou no passado e não deveria ser retomada? Foi isso. Hoje, cinco anos depois (e como o tempo voa), eu não sou mais a mesma garota que escrevia o Poemeto. Hoje eu sou mãe. E um pouco mais.

Então foi isso. Era esse espaço que eu queria ter. Um espaço onde eu possa dividir qualquer coisa. Desde a carta de amor ao meu príncipe até... sei lá, a compra de um batom novo (que provavelmente também vai ser compartilhada no Salto). Este novo blog nasce hoje, mas nasce sem uma "linha editorial" (ai, gente, eu adoro essa expressão e tem tudo a ver comigo, tá?) definida. Ele é só um espaço para eu ser eu mesma. Muito mãe. Muito profissional. Muito menina...